15 de mai de 2014

BTG quer comprar fatia de franceses na Caixa Seguros

Aline Bronzati | Agência Estado

O BTG Pactual, que ingressou no ano passado no mercado de seguros, planeja dar um passo audacioso neste segmento. Após a aquisição da seguradora do Banco Pan (ex-Panamericano), que deve ocorrer nas próximas semanas, o banco de André Esteves quer abocanhar o controle da Caixa Seguros, hoje nas mãos da francesa CNP Assurances.
O assunto, ainda guardado sob sigilo, já preocupa os acionistas majoritários da seguradora porque BTG e Caixa são sócios na Pan Seguros. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a parceria entre Caixa e CNP, firmada em 2001, vai até 2021, mas o BTG estaria disposto a adquirir a fatia da francesa antes do fim do contrato.
Um dos desafios do BTG é convencer a CNP a repassar o controle da seguradora no Brasil, o que, conforme fontes, não está no radar deles. Embora não esteja prevista multa, caso o BTG consiga um acordo com os franceses, terá de desembolsar alguns bilhões de reais, uma vez que a operação cresceu desde o fechamento do acordo.
Quando adquiriu 51% das ações da Caixa Seguros, em 2001, a CNP pagou US$ 538 milhões pelo negócio. Com a venda do controle, a CaixaPar, braço de investimentos da Caixa, ficou com 48%. Hoje, a operação brasileira é a segunda mais importante da CNP no mundo, atrás apenas da unidade francesa. No ano passado, a Caixa Seguros teve o maior lucro da sua história, de R$ 1,4 bilhão.
Segundo uma fonte de mercado, Caixa e CNP planejam uma reformulação do modelo de negócios, com intuito de aumentar a participação da seguradora no mercado. No formato atual, conforme outra fonte, há dificuldades de inovações em termos de oferta de produtos uma vez que o controle está nas mãos da CNP. A participação das operações de seguros no resultado da Caixa está entre 15% e 20%. A referência para o mercado é o Bradesco, em que representa 30% do lucro do banco.
Contrato
É um desejo antigo da estatal mudar o contrato com a CNP, dizem fontes. Isso se arrasta desde 2003. Já houve, inclusive, uma ação pública questionando a venda do controle da Caixa Seguros para a CNP sem licitação, já que se trata de uma instituição pública. A prorrogação do contrato depende de uma negociação com o banco estatal.
Outro obstáculo aos planos do BTG é uma possível abertura de capital da seguradora da Caixa, nos mesmos moldes do que foi feito com BB Seguridade, do Banco do Brasil.
A CNP Assurances informou, por meio de nota, que tem "presença de longo prazo no Brasil, através do controle da Caixa Seguros, que é um dos principais focos da sua estratégia". Explicou ainda que o controle do negócio é por "tempo indeterminado" e que o prazo de 2021 diz respeito apenas ao acordo de distribuição de seguros, ou seja, o balcão da Caixa. Sobre o possível interesse do BTG, a seguradora francesa preferiu não comentar. Procurados, a Caixa Econômica Federal, o BTG e a Caixa Seguros também não comentaram o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:
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"Ao estabelecer que a associação da CEF com a seguradora seria mantida, o Acordo possibilitou uma maior valor de venda da seguradora, em razão, dos resultados financeiros vislumbrados pela garantia do acesso da seguradora à rede de distribuição da CEF. Por outro lado, o Acordo estabeleceu diversas garantias para a CEF, como o direito de preferência no caso de ulterior alienação de ações pela adquirente e restrições no sentido que os novos adquirentes não sejam competidores da CEF."
Leia tudo em:

Plenário - Tribunal de Contas da União


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http://sistemas.cgu.gov.br/relats/uploads/RA201306005.pdf

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