17 de mai de 2012

A reação dos militares contra a comissão da “verdade” de um lado só


O general da reserva Marco Antônio Felício da Silva defendeu que  “nenhum militar” se apresente para prestar depoimento à Comissão da  Verdade, mesmo se convocado. Felício foi o autor do manifesto assinado  contra a criação da comissão que foi endossado por 1.568 militares da  reserva, sendo 130 generais, além de 1.382 civis.

Outras reações. Os ex-presidentes do Clube Militar,  general Gilberto Figueiredo e Luiz Gonzaga Shroeder Lessa, também  reagiram às declarações dos recém-nomeados integrantes da comissão da  verdade.

Lessa disse ao Estadão que, “se a comissão só tem um lado, como diz Paulo Sérgio Pinheiro, é porque ele é tendencioso e a  avaliação dele será parcial, o que compromete seu trabalho, que deveria  ser isento”. O general Lessa questionou ainda: “E os que foram  assassinados por eles (militantes de esquerda), não conta?”
Já o general Figueiredo disse que “se ele (Paulo Sérgio Pinheiro) acha que não existem dois lados, mas apenas um, significa que os  integrantes da comissão não vão investigar os justiçamentos feitos por  suspeita de traição pela esquerda”. E emendou: “Esta declaração  compromete a isenção dele para a realização dos seus trabalhos, que é um pressuposto da comissão”.
Ambos defendem ainda o acompanhamento dos trabalhos da Comissão da  Verdade, por uma comissão paralela conjunta dos três clubes militares  (Naval, Militar e Aeronáutica). Do site do jornal O Estado de S. Paulo
Segundo o general Felício, a comissão “buscará de forma unilateral e  sem a devida isenção, como prioridade primeira, o que chamam de  verdade”.

Via Jorge Roriz - http://wp.me/p6Q8u-dXY

EUA podem ajudar Brasil a abrir 'caixa de Pandora' do regime militar, diz especialista

Os Estados Unidos devem ajudar o Brasil a abrir a "caixa de Pandora" do seu regime militar, contribuindo com a Comissão da Verdade que inicia os seus trabalhos nesta quarta-feira, disse à BBC Brasil um especialista americano em obter acesso a arquivos confidenciais históricos.
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"Uma vez que a caixa de Pandora do passado for aberta, será muito difícil fechar a tampa novamente", diz, referindo-se aos segredos que podem ser revelados pela primeira vez, e que dariam início a um segundo debate no país, desta vez sobre justiça.
Leia mais:

Comissão da Verdade deve analisar os dois lados, diz integrante
José Ernesto Credendio
O advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, defende que a Comissão da Verdade analise os dois lados de violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).

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